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A palestra acontecerá na próxima sexta-feira, dia 29, às 14h, na sede do Insa, e terá transmissão ao vivo pelo site do programa. 

 

A palestra do Semiárido em Foco desta sexta-feira, dia 29/11, terá como tema “Importância da sanidade vegetal para o Semiárido nordestino: o impacto da introdução de pragas na produção agropecuária da região”, e será proferida por Adriana Araújo Truta, fiscal agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A atividade acontece no auditório do Insa/MCTI, em Campina Grande (PB), com início às 14h, e terá transmissão ao vivo pelo site do programa.

 

A exigência dos consumidores por alimentos saudáveis, de qualidade e com uma diversidade de opções cada vez maior vem favorecendo a bioglobalização de pragasou o deslocamento de organismos de uma região para outra, inadvertida ou intencionalmente.  Estas movimentações de vegetais em larga escala ocorre por vias aérea, marítima ou fluvial, e também, em menor proporção, pelo turismo ou importações não autorizadas para fins científicos, o que pode levar a prejuízos incalculáveis para os países. 

 

Na sanidade vegetal, o termo praga é utilizado no sentido amplo da palavra, envolvendo os ácaros, insetos, fungos, bactérias, vírus, viróides, fitoplasmas, nematóides, plantas infestantes ou qualquer outro organismo capaz de causar danos aos vegetais e seus produtos. Semelhante ao que ocorre em outras regiões do mundo, no Brasil várias pragas, das mais diversas espécies, já foram introduzidas nas últimas décadas, acarretando sérias consequências à produção agrícola e à saúde da população.

 

As mais recentes introduções foram Helicoverpa armigera (2012), cochonilha rosada (2010), acaro -hindu (2010), causando prejuízos à agricultura brasileira da ordem de 4 milhões de reais no último ano. Outros exemplos nem tão recentes, mas com grande impacto na economia, são a ferrugem asiática da soja (2001) e o nematóide do cisto da soja (1991), entre outros. 

 

Na região semiárida, os maiores impactos foram as introduções do bicudo do algodoeiro (1983) e da cochonilha-do-carmim (1999), que causaram prejuízos econômicos, sociais e ambientais, com reflexos no setor agropecuário até os dias atuais. 

 

Tais exemplos mostram a relevância da Sanidade vegetal para o Brasil, pois o tamanho continental do país, associado à extensa fronteira, clima tropical e vegetação exuberante, velocidade dos meios de transporte, intensa troca de mercadorias e movimentação de pessoas, dificulta o controle da entrada de pragas exóticas no país. 

 

O Brasil adota medidas sanitárias e fitossanitárias para regular o comércio internacional de vegetais e seus produtos baseadas em normas, guias e recomendações internacionais. O conhecimento e adoção de tais medidas são imprescindíveis para que se possam minimizar os riscos de introdução de pragas no nosso país.