Portal do Governo Brasileiro

Profissionais e estudantes ligados à arquitetura e ao urbanismo abordam em oficina a forma urbana contemporânea no Semiárido brasileiro 

 

Com o tema “Qual Paisagem a gente quer? Os Sistemas de espaços livres urbanos na constituição da forma urbana contemporânea do Brasil : o caso de Campina Grande (CG)”, entre os dias 20 a 22 de novembro, a Universidade Federal de Campina Grande (CAU/UFCG), em parceria com o laboratório Quapá, e a Faculdade de Urbanismo e Arquitetura da Universidade de São Paulo (FAU/USP), promoveram a realização da 1º Oficina Quapá-Sel CG. 

 

O Quadro do Paisagismo no Brasil (Quapá) é um projeto de pesquisa de paisagismo iniciado em 1994 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, que tem como objetivo o estudo do projeto de paisagismo no Brasil em todas as suas escalas de abrangência. 

 

Naquela ocasião, o pesquisador bolsista Leonardo Tinôco, do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), contribui com os debates apresentando o tema  “Espaços Livres no Semiárido brasileiro” na mesa 01 de debates, que tratou sobre a temática dos  Espaços Livres e Meio Ambiente. 

 

Em sua abordagem Tinôco enfatizou os esforços do Insa para realizar e apoiar projetos tanto para área rural do Semiárido brasileiro, quanto para as áreas urbanas. Segundo o pesquisador, a ciência deve ser sempre desenvolvida com a participação direta da população, pois somente com respeito pela dinâmica das comunidades é possível desenvolver e aprimorar tecnologias sociais aptas para os desafios que o Semiárido impõe ao morador quer seja  urbano ou rural. 

 

Para ele as parcerias dos órgãos de pesquisas com os agricultores experimentadores e com os movimentos sociais é a chave de um projeto bem sucedido e com resultados duradouros. As paisagens urbana e rural do Semiárido devem ser respeitadas e as soluções  técnicas precisam partir delas e nunca de  padrões importados de outras regiões. 

 

Outra preocupação do pesquisador é em relação aos solos, que ano após ano, sofrem com os processos erosivos nas áreas rurais e com a contaminação e degradação ambiental no meio urbano. O crescimento desordenado das cidades, que se edificam sobre terras férteis, aptas para a produção de alimentos próxima aos centros consumidores, resulta na expulsão de áreas produtoras de alimentos para terras mais distantes desses centros consumidores, que por sua vez são menos produtivas, têm fretes onerosos, maior custo de produção, geram alimentos mais caros, em menor quantidade e de pior qualidade.

 

Texto:  Rodeildo Clemente  (Ascom do Insa)

Foto: CAU UFCG