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Centenas de moradores da cidade de Nova Palmeira (PB), a 180 km de João Pessoa, lotaram a Praça de Eventos O Cirilão, neste domingo, dia 01/12, para assistirem a estréia da mostra de cinema do Cine Mandacaru.  Os filmes foram resultado de oficinas realizadas com jovens, educadores e quilombolas nos últimos quatro meses.

 

Todos os curtas-metragens são produções documentais que recontam as histórias de convivência com o Semiárido a partir de ações desenvolvidas pelos próprios moradores e outras parcerias encontradas durante a filmagem.

 

Foram apresentados oito filmes: “Comunidade Quilombola Serra do Abreu”, “Cine Caruso: Por trás das câmeras”, “Plantas Medicinais: um projeto que deu certo”, “A Mulher que mentia para vender santos”, “Centro de Educação Popular”, “Pinturas Rupestres de Nova Palmeira”, “Artesanato” e “Nova Palmeira”.   Na ocasião, Kel Baster, coordenadora do Semiárido em Tela relatou  sua experiência na produção dos filmes e no convívio com os educadores e alunos envolvidos naquele projeto.

 

“Todo o processo, desde a escolha da história e do enredo até a finalização dos filmes, foi feito em conjunto com os participantes. A ideia é que os moradores de Nova Palmeira se identifiquem com as narrativas propostas, se apropriem delas e possam recriar suas realidades com uma ferramenta acessível, como por exemplo, uma câmera digital”, afirma Kel Baster. 

 

A própria população assumiu o papel de protagonista na produção das obras audiovisuais, como forma de valorizar o regionalismo no conteúdo gerado. Na maioria das cidades do interior do Nordeste, as comunidades não têm acesso a salas de projeção, por isso, para muitas pessoas, os vídeos exibidos representam a primeira experiência com o cinema. 

 

Para entender os conceitos básicos do cinema, alunos e professores construíram e estudaram instrumentos ópticos como a câmera escura, para só depois começarem a gravar os filmes . 

 

Maria Guia Gomes, uma das tutoras na produção dos filmes e promotora de leitura da ONG Centro de Educação Popular de Nova Palmeira (Cenep), colaborou com a obra “Plantas Medicinais: um projeto que deu certo”. Para ela “as oficinas serviram para desmistificar a imagem que as pessoas têm desta região, vista como seca e pobre, sem oportunidades”.  E  completa “com esse documentário pudemos mostrar para Nova Palmeira e o mundo o talento e a capacidade de construirmos cultura e arte aqui”. 

 

Já os alunos do nono ano da escola local, João Batista dos Santos e José Márcio Macedo da Silva relataram estar muito felizes com a participação deles no projeto do Cine Mandacaru e com a oportunidade de aprenderem a manusear equipamentos como câmeras fotográficas e filmadoras de vídeo.  João Batista disse que “aprender coisas novas foi o melhor momento: como fazer uma foto, gravar um vídeo, isso me deu um sentimento de felicidade”. 

 

Enxergar o mundo pela da tela de cinema é diversão garantida para muitas pessoas, mas assistir à própria realidade em um filme coproduzido por si mesmo proporciona uma alegria especial para esses jovens cineastas nordestinos.

 

Popularização da ciência 

 

O projeto Semiárido em Tela tem como objetivo pesquisar, capacitar, registrar e difundir a ciência e a tecnologia por intermédio do cinema, sendo a própria população protagonista na produção de obras audiovisuais. A proposta consiste na realização de uma fase piloto do projeto, iniciada em agosto no município de Nova Palmeira, localizado na Microrregião do Seridó paraibano, com o apoio da ONG Centro de Educação Popular (Cenep), sediada naquela cidade. São oficinas de sensibilização e introdução ao cinema, roteiro, fotografia e produção de vídeos para 20 jovens e oito educadores da rede pública de ensino.

 

Confira a chamada para o

 

Texto e foto: Rodeildo Clemente (Ascom do Insa) 

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