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A presidenta da República, Dilma Rousseff, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), Glaucius Oliva, entregaram nesta segunda-feira (16), ao lado de parceiros da iniciativa privada o 27º Prêmio Jovem Cientista. 

 

“O prêmio é destinado àqueles que têm coragem de enfrentar desafios, que se inquietam e saem em busca de soluções, os inovadores e os que ousam criar e inventar, os que sabem unir o inconformismo e a inquietação da juventude com o zelo pelo método e pela experimentação, realizando, com essa bendita aliança, aquilo que é a essência do verdadeiro cientista”, declarou a presidenta. 

 

A iniciativa contempla os três melhores projetos de pesquisa em três categorias: Mestre e Doutor, Estudante do Ensino Superior e Estudante do Ensino Médio. “Gustavo, Cláudia, Rodrigo, José Leôncio, Osvaldo, Nícolas, Edivan, Thaís e Breno, todos vocês são motivos de orgulho para nós e para o nosso país”, afirmou Dilma ao parabenizar os nove vencedores. “Esse prêmio é a perfeita tradução de um Brasil pelo qual lutamos e que estamos construindo, mais culto, educado e capaz de enfrentar os desafios da era do conhecimento.” 

 

Na categoria Mérito Institucional, a Escola Técnica Estadual Monte Mor e a Universidade de São Paulo (USP) foram premiadas como as instituições de ensinos médio e superior com o maior número de trabalhos inscritos. O especialista em engenharia hidráulica e saneamento da USP Eugênio Foresti foi agraciado com a distinção de Mérito Científico, que reconhece doutores com trajetória destacada no tema da edição – “Água: desafios da sociedade”. 

 

Em 2013, o prêmio bateu recorde de participação, com 3.226 projetos. “Isso revela que a competição foi grande”, avaliou Raupp. “Portanto, para se tornarem vencedores, os trabalhos tiveram que apresentar foco muito bem apurado no tema do concurso, rigor metodológico exemplar e qualidade científica indiscutível. Eles merecem o nosso reconhecimento, por fazerem ciência com qualidade e com ênfase nas necessidades dos brasileiros e da humanidade.”

 

Colaboração 

 

O ministro usou as parcerias com a Fundação Roberto Marinho, Gerdau e GE para ilustrar o potencial de energias conjugadas entre governo e empresas. Ele as classificou como imprescindíveis para a ciência, principalmente quando há necessidade de o conhecimento científico resultar em desenvolvimento tecnológico e inovação. 

 

“Os patrocinadores do prêmio estão mostrando o quão benéfica é para o Brasil e a sociedade a soma de esforços entre instituições públicas e privadas. Essa é uma necessidade permanente do Brasil: precisamos melhorar nossa produtividade e aumentar nossa competitividade”, afirmou o Raupp.

 

Para a vice-presidenta do Conselho do Instituto Gerdau, Beatriz Johannpeter, o MCTI e a iniciativa privada vêm criando um alicerce para um novo ciclo de desenvolvimento no país. Na visão da executiva da empresa siderúrgica, o desafio de preservar a água depende de vários atores da sociedade.

 

“O Brasil precisa cada vez mais saber fazer uso da água doce, de forma inteligente e sustentável, garantindo que chegue ao alcance de todos com qualidade”, destacou Johannpeter. “Ao observarmos os trabalhos aqui premiados, temos a certeza de que estudantes e pesquisadores de todo o país estão motivados a inovar e a buscar soluções para a preservação desse bem tão precioso.”

 

O representante da Fundação Roberto Marinho na cerimônia, Paulo Marinho, ponderou que o tema do 27º Prêmio Jovem Cientista mobilizou todo o país. “É gratificante perceber um estudante do Pará experimentando o uso de matéria prima local, a semente do açaí, para purificar a água que sua comunidade consome, assim como um universitário do Nordeste estar preocupado em enfrentar os desafios da seca que atingem a região todos os anos, ou um pesquisador em Minas Gerais propor tecnologias de geração de energia em sistemas de abastecimento de água”, ressaltou.

 

Já o presidente da General Eletric (GE) do Brasil, Gilberto Peralta, celebrou a possibilidade de, por meio do prêmio, “descobrir novos parceiros, alinhados conosco na convicção de que, se dá para imaginar, dá para fazer.” 

 

Água: desafios da sociedade

 

De acordo com o presidente do CNPq, o tema das pesquisas premiadas nesta 27ª edição se alinha com a Política Nacional de Recursos Hídricos, do governo federal, e está em sintonia com o fato de 2013 ter sido promovido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como o Ano Internacional de Cooperação pela Água.

 

Representando os premiados, o primeiro lugar da categoria Mestre e Doutor, Gustavo Meirelles, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), justificou a escolha do tema em meio às abundantes reservas de água doce do país. “Basta nos lembrarmos dos diversos problemas recorrentes em nosso cotidiano, como os alagamentos nas épocas de chuvas intensas, a proliferação de doenças devido à falta de saneamento básico, a poluição dos nossos mananciais superficiais e dos aquíferos, a seca em regiões áridas, os questionamentos feitos à nossa matriz de energia elétrica, dentre outros.”

 

Conforme realçou Meirelles, esses problemas “não são exclusividade do Brasil, podem ser encontrados em todas as regiões do mundo, e sabe-se que a qualidade e a oferta dos recursos hídricos estão diretamente ligadas à qualidade de vida e ao desenvolvimento econômico e social de um país”. 

 

Glaucius Oliva recordou que a próxima edição do Prêmio Jovem Cientista tem como mote a segurança alimentar. “Trata-se de um tema desafiador e abrangente para o Brasil e para o mundo, com o qual convidamos todos os jovens brasileiros a participar do concurso”, ponderou. 

 

Financiamento 

 

Para Oliva, a ciência nacional e os jovens premiados estão prontos para servir ao desenvolvimento brasileiro. “Como exemplo disso, destaco que no ano de 2013 o CNPq investiu mais de R$ 3,2 bilhões, lançando mais de 90 chamadas públicas para projetos de pesquisa, das quais mais de 50 em parceria com outros ministérios da Esplanada”, declarou o presidente da agência. O valor, segundo o minstro Raupp, foi cerca de cinco vezes maior que o aplicado em 2002. 

 

A presidenta destacou os investimentos crescentes do governo federal em educação, com iniciativas como o programa Ciência sem Fronteiras. “Um dos alunos premiados que não compareceu aqui [à cerimônia de premiação] é beneficiário do programa e está estudando lá fora”, destacou Dilma. Dados do programa mostram que já foram concedidas cerca de 50 mil bolsas pra jovens brasileiros estudarem em universidades de 39 países do mundo. 

 

Texto: Rodrigo PdGuerra – Ascom do MCTI 



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