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O vídeo trata de projeto que avalia impactos de práticas de famílias agricultoras nos nove estados do Semiárido brasileiro 

 

No período de 11 a 14 de fevereiro aconteceu em Campina Grande (PB), uma Oficina de Trabalho do Projeto Sistemas Agrícolas Familiares Resilientes a Eventos Ambientais extremos no Contexto do Semiárido Brasileiro: alternativas para enfrentamento aos processos de desertificação e mudanças climáticas. Na ocasião, a equipe do Semiárido em Tela produziu um vídeo com depoimentos das instituições e organizações sociais integrantes do projeto.

 

No vídeo, o diretor do Insa/MCTI, Ignacio Hernán Salcedo afirma que “sentimos a necessidade de encontrar outras formas de se fazer pesquisa, que incluam o aprendizado que está nas comunidades, com os agricultores e agricultoras”. O diretor esclareceu a forma inovadora como está sendo construída a pesquisa participativa com os agricultores dos nove estados do Semiárido brasileiro: “muito mais do que propor soluções de cima para baixo, o que se propõe é um diálogo construtivo entre os saberes: um saber mais formal, mais científico, mais estruturado, e o saber da experiência”, completa. 

 

 

Luciano Marçal da Silveira, coordenador do projeto pela ASA, afirmou em depoimento que “essa pesquisa tem o papel de reconectar o processo de construção do conhecimento dos agricultores a das agricultoras com o papel da ciência de ajudar a sistematizar, mobilizar conhecimentos que são vitais, que vêm da própria academia, do conhecimento mais sistematizado, dos métodos científicos formais”. Luciano Marçal destacou a necessidade de “que essas coisas possam encontrar um elo que nos permita avançar mais e mais na perspectiva de um padrão de desenvolvimento da agricultura familiar, tendo a agroecologia como um referencial central para a convivência com o Semiárido, para produzir alimento e riqueza com dignidade”. 

 

Sobre o projeto

 

O Projeto Sistemas Agrícolas Familiares Resilientes a Eventos Ambientais extremos no Contexto do Semiárido Brasileiro: alternativas para enfrentamento aos processos de desertificação e mudanças climáticas busca compreender as estratégias que as famílias dessa região utilizam para continuar produzindo mesmo em períodos de estiagem prolongada.

 

Iniciado em 2013 como uma iniciativa do Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI) e da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA Brasil), o projeto trianual conta com um total de 10 pesquisadores que acompanham 100 famílias em toda a região, a partir do apoio das organizações parceiras nos diversos estados: IRPAA (BA), CAA Norte de Minas (MG), CDJBC (SE), CDECMA (AL), Chapada (PE), Patac (PB), AS-PTA (PB), Sertão Verde (RN), Espaf (CE) e Cáritas PI (PI). 

 

Em cada estado do Semiárido brasileiro o projeto envolve a participação direta de 100 agricultores experimentadores, entidades e parceiros locais, e é constituído por várias etapas, dentre as quais já ocorreram a formação dos técnicos que atuarão nos territórios e a caracterização histórica das experiências desenvolvidas pelas famílias em suas propriedades. Esta etapa implicou no mapeamento inicial das estratégias utilizadas pelas famílias que vivem na região para a convivência concreta com eventos extremos, como é o caso das longas estiagens.

 

Texto: Catarina Buriti (Ascom do Insa)