Portal do Governo Brasileiro

Ação de popularização da ciência com crianças Ação de popularização da ciência com crianças

A popularização da ciência adquire cada dia mais relevância e se apresenta como um dos grandes desafios para centros e instituições de pesquisa na atual sociedade da informação. Para discutir o assunto, o Semiárido em Foco desta sexta-feira, dia 23/05, terá como convidado o professor Diogo Lopes de Oliveira, da Unidade Acadêmica de Comunicação Social da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O palestrante é jornalista, mestre em Comunicação Científica, Médica e Meioambiental e doutor em Comunicação Pública pela Universitat Pompeu Fabra (UPF), da Espanha.

 

A palestra tem como objetivo mostrar a necessidade de que centros e instituições de pesquisa compartilhem seus conhecimentos, pesquisas e aproximem seus pesquisadores da comunidade local e da sociedade em geral. É preciso que as instituições públicas e privadas produtoras de conhecimento dialoguem e engajem a população a debater temas científicos e tecnológicos diretamente relacionados com seu cotidiano e bem-estar social.

 

O Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) responsável por ações de pesquisa, formação e difusão em ciência, tecnologia e inovação para a Caatinga e o Semiárido brasileiro, tem como uma de suas funções difundir informações, debatê-las e torná-las mais próximas da população, com a finalidade de gerar benefícios para a população, em um exercício de produção do saber que respeite as especificidades locais.

 

Sobre os desafios da difusão científica no Brasil, o pesquisador Diogo Lopes destaca: “é preciso convencer pesquisadores a comunicar e compartilhar seus estudos com a população – e não somente entre seus pares; pensar em formas interativas e práticas de engajar os cidadãos em assuntos relacionados à ciência e à tecnologia e compreender que a ciência é uma atividade humana e diretamente envolvida com o cotidiano de todos”. 

 

O pesquisador também ressaltou caminhos que poderiam contribuir para a construção de uma cultura científica mais forte junto à população brasileira: atividades sobre ciência em espaços públicos – de maneira lúdica – relacionadas com o dia a dia das pessoas, respeitando as características dos processos científicos. Hospitais, cinemas, shoppings, terminais, praças, parques, são alguns dos lugares onde estas ações poderiam acontecer. “É importante que sejam desenvolvidas estratégias de comunicação para que essas atividades não sejam pontuais e a criação de uma cultura científica se torne possível”, completou.

 

A palestra começa às 14h, no auditório do Insa, em Campina Grande (PB), e terá transmissão ao vivo pelo site do Semiárido em Foco

 

Texto: Catarina Buriti (Ascom do Insa)