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As abelhas são insetos sociais que cumprem importante papel na polinização da maioria das plantas das quais a humanidade se alimenta 

 

Com o lema “onde as abelhas não poderem viver, o homem também não poderá”  a Aspama  é uma associação civil, sediada em Campina Grande (PB),   para a preservação e conservação ambiental das abelhas nativas e exóticas. 

 

Hoje, 22 de maio, é comemorado  o Dia Nacional do Apicultor, e para celebrar esta data foram convidados alunos do ensino médio para participarem de uma palestra educativa realizada por associados da Aspama no auditório da sede do Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI), nesta tarde. 

 

O biólogo Jasen Brito trouxe um breve histórico da convivência da humanidade com as abelhas no decorrer dos séculos. E explicou a importância desses insetos sociais para a produção da alimentação humana.  O professor citou a célebre frase do físico Albert Einstein que já em sua época alertava “se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana.” 

 

Segundo pesquisas recentes as populações de abelhas diminuem de maneira drástica ao redor de todo o mundo ano após ano, e 2/3 da alimentação humana depende da polinização desses insetos para ser produzida.  Anualmente calcula-se em U$ 54 bilhões o prejuízo causado para economia mundial em decorrência da deficiência na polinização das plantas cultivadas.

 

As possíveis causas para a diminuição das populações de abelhas são o uso indiscriminado de agrotóxicos, herbicidas e fungicidas, o desmatamento, a poluição, as queimadas e a substituição de florestas nativas por áreas de monoculturas.

 

As abelhas e o Semiárido  brasileiro 

 

A região Nordeste responde por 40% da produção de mel no Brasil,  o país por sua vez encontra-se na 9º posição de maior produtor mundial.  Os maiores produtores de mel do Nordeste são os Estados do Ceará, Piauí, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Maranhão, Paraíba, Alagoas e Sergipe. Sendo o Ceará o maior exportador.

 

Por causa do clima quente e as fartas floradas  nas épocas de chuva  o Semiárido é uma região propícia para a apicultura e a meliponicultura. A apicultura é a criação de abelhas com ferrão, conhecidas como africanizadas e trazidas de outros lugares para o Brasil, já a meliponicultura é a criação de abelhas sem ferrão,  e são as abelhas nativas.

 

Jasen Brito explica que “todo o pequeno agricultor deve manter uma colméia em sua propriedade para aumentar a produtividade das culturas tradicionais, como milho e feijão”.  Já que em propriedades com presença de abelhas a produtividade dos alimentos dá um salto significativo.

 

Além disso, dada a elevação do preço do mel e a procura cada vez maior para exportação, a apicultura e a meliponicultura podem se tornar parte importante da fonte de renda das famílias e comunidades do Semiárido, sobretudo nos períodos de estiagem. 

 

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Texto: Rodeildo Clemente ( Ascom do Insa/MCTI)