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A palestra é resultado de pesquisa realizada na Universidade Federal da Paraíba e apresenta uma radiografia bastante aproximada da atual realidade das atividades de caça no Semiárido paraibano

 

“Atividades de caça e usos da fauna por povos do Semiárido paraibano: implicações e desafios para a conservação”, este é o tema a ser discutido nesta sexta-feira, dia 13, no Semiárido em Foco, com participação do pesquisador Wedson de Medeiros Souto.

 

A maior parte das informações disponíveis sobre caça e usos de animais silvestres ainda é originária de áreas úmidas tropicais. A palestra apresentará resultado de pesquisa de doutoramento realizada na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) que compreende informações abrangentes sobre a caça no bioma Caatinga, região com a maior biodiversidade existente entre as áreas semiáridas tropicais.

 

A pesquisa foi realizada no Semiárido da Paraíba, municípios de Maturéia, Santa Luzia, São José do Sabugi, São Mamede, Várzea e na comunidade tradicional do Quilombo do Talhado. Foram ouvidos mais de 250 caçadores que forneceram informações sobre espécies exploradas para consumo da carne, utilizadas medicinalmente ou criadas como pets

 

Embora seja muito comum associar que as atividades de caça no Semiárido são motivadas apenas por subsistência, a pesquisa demonstrou modificação no cenário da caça local, pautada atualmente por motivações comerciais e esportivas, com lucros pouco empregados para despesas básicas e essenciais.

 

Segundo Wedson Souto, a maioria dos caçadores entrevistados indicou envolvimento com comércio de animais silvestres e sub-produtos destes. “Estratégias de caça têm sido influenciadas pelo contexto comercial das práticas de cinegéticas, com incorporação e popularização de modernos recursos tecnológicos, especialmente motocicletas”, completou o pesquisador. 

 

 Texto: Catarina Buriti (Ascom do Insa)