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Por meio do projeto Semiárido em Tela o Insa promove a popularização da ciência, difundindo a pesquisa científica através do auto-registro audiovisual feito por crianças e jovens do Semiárido, é o que acontece hoje com o projeto de revitalização da cultura da palma forrageira.

 

Com algumas perguntas em mãos e outras dúvidas na cabeça, os jovens do Projeto Semiárido em Tela participaram, na última segunda-feira, dia 04/08, na comunidade de Poço das Pedras, em São João do Cariri (PB), de um encontro com os pesquisadores do Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI) com objetivo de coletarem informações para a escrita do roteiro do documentário que irão produzir sobre o Projeto de Revitalização da Cultura da Palma. Os jovens são filhos dos agricultores e produtores que participam do projeto de pesquisa. Na propriedade de seu Eugênio Oliveira, pai de Alessandro Oliveira de Farias, um dos alunos do Semiárido em Tela, foi implementado um dos 26 campos de pesquisa do Projeto de Revitalização da Cultura da Palma. A escolha do produtor foi feita pelo gabinete municipal da palma, em São João do Cariri, formada por representantes da gestão pública, da Emater, do Insa e de outras entidades locais. Uma das características para receber o campo de pesquisa é ter uma área cercada, com água e que o agricultor seja um experimentador. 

 

O encontro com os pesquisadores-coordenadores do Projeto Palma, Jucilene Araújo e Jonas Duarte, ocorreu na própria comunidade e possibilitou que os alunos do Semiárido em Tela pudessem aprofundar seus conhecimentos sobre o projeto, a partir de suas próprias curiosidades e vivências com o campo de pesquisa implementado pelo Insa na comunidade e principalmente pudessem entender a importância da forragem para a convivência na região. “Uma das características mais importantes para a produção da palma é a variação de temperatura entre o dia e a noite. A palma é resistente. Mesmo quando a Caatinga está toda seca, a palma está lá verde. As raízes da palma são superficiais, o orvalho da noite é o suficiente para a palma, ela já o absorve e armazena como água. Ela também tem um sistema fisiológico diferente da maioria das plantas. As plantas abrem o estômato (poros) durante o dia para captar CO2, no caso da palma por conta da temperatura alta durante o dia ela perde muita água, então fecha os poros e só os abre durante a noite para capturar o CO2 nos períodos mais frios. E o processo de fotossíntese só acontece no dia seguinte”, detalhou Jucilene Araújo.

 

Com as informações coletadas, os jovens irão construir um roteiro para a produção de um documentário de até 15 minutos que será feito totalmente por eles, por meio das oficinas do Projeto Semiárido em Tela que acontecem na comunidade desde junho. Além da palma, outros nove temas serão filmados como, por exemplo, a agricultura familiar na comunidade, o Rio Taperoá, dentre outros assuntos.  Neste contexto, o Insa promove a popularização da ciência, difundindo a pesquisa científica através do auto-registro audiovisual feito por crianças e jovens do Semiárido, um processo semelhante ao que acontece hoje com o projeto da palma. “É uma pesquisa para dar uma resposta à demanda. Não é uma pesquisa em laboratório, em um espaço cientifico para trazer seu resultado para a comunidade, é uma pesquisa que envolve a comunidade, no espaço da comunidade para trazer a resposta ao Insa e solucionar um problema da comunidade.”, finaliza Jonas Duarte.

 

Projeto Semiárido em Tela

 

O Semiárido em Tela foi idealizado pelo Insa junto com o projeto Cine Mandacaru e tem como objetivo principal transmitir e re-pensar a ciência através da formação em auto-registro audiovisual. O projeto atua em comunidades onde já estão sendo desenvolvidas pesquisas cientificas pelo Insa.

 

Texto: Ascom do Cine Mandacaru