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Alunos da UFRN, Campus Caicó, visitam o cactário do InsaAlunos da UFRN, Campus Caicó, visitam o cactário do Insa

A popularização da ciência para estudantes da graduação, ensinos fundamental e médio, bem como para agricultores, pequenos produtores e profissionais interessados no Semiárido é uma ação constante do Insa

 

Nesta segunda-feira, dia 25 de maio, uma turma de licenciatura em geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), campus Caicó, realizou uma visita técnica ao Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), localizada em Campina Grande (PB), para conhecer as pesquisas científicas e os experimentos em desenvolvimento tecnológico realizados pelo Insa. 

 

Os alunos encontram-se no sétimo período e cursam a disciplina “Estudos Regionais do Semiárido”, ministrada pela professora Sandra Priscila Alves. O componente curricular estuda o processo de formação territorial, organização espacial e o processo de urbanização do Semiárido. Também aborda os aspectos hidrográficos, geológicos e trata da questão climática dentro dos impactos sociais causados pelos períodos de estiagem.

 

Para Sandra Alves, a oportunidade de os alunos visitarem os projetos do Insa demonstra a prática da teoria abordada na disciplina. Os estudantes visitaram a sede administrativa e a Estação Experimental do Instituto, onde conheceram os projetos de captação de água de chuva e reúso, cactário, projeto de capriovinocultura, banco de sementes, viveiro de multiplicação de mudas, açude inteligente e técnicas de combate à desertificação.

 

A professora argumenta que se antes o Semiárido era retratado como um lugar sem viabilidade econômica, no qual a população teria como destino a pobreza e o sofrimento, graças a esforços de projetos como os desenvolvidos pelo Insa essa visão pessimista tem sido substituída por um reconhecimento das potencialidades e belezas naturais da região.

 

“O cactário me impressionou pela diversidade de espécies e também pelo potencial econômico que pode ser gerado para os agricultores da região semiárida do Brasil, se países de clima frio conseguem reproduzir e lucrar com a venda de cactos, os habitantes do Semiárido podem aprender a aproveitar economicamente nossa rica biodiversidade de cactáceas”, frisou Sandra.

 

Texto: Rodeildo Clemente (Ascom do Insa)
Foto: Matheus Lino (Ascom do Insa)