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Mapa das Florestas de Terras Secas  Fonte: PublicaçãoMapa das Florestas de Terras Secas Fonte: Publicação

 

A iniciativa científica de avaliação global das florestas de terras secas contou com a participação de 31 pesquisadores oriundos de instituições de todo o mundo, dentre as quais do Instituto Nacional do Semiárido (Insa). 

 

Uma pesquisa global coordenada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), publicada no último dia 12 de maio na Science, apresenta uma nova estimativa para a extensão da cobertura florestal das terras secas.

 

Utilizando imagens de satélite em resolução espacial e temporal muito alta, a equipe formada por 31 pesquisadores oriundos de diversas instituições do mundo, chegou a conclusão de que a cobertura florestal é 40 a 47% maior do que as estimativas anteriores. Esse dado corresponde à constatação da existência de 467 milhões de hectares de florestas até então desconhecidas pela ciência, aumentando as estimativas atuais de cobertura florestal global em pelo menos 9%.

 

O Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTIC) foi uma das instituições no Brasil que participou do estudo, representado pelo seu ex-diretor e coordenador de pesquisa Ignacio Hernán Salcedo, falecido no dia 03 de abril, antes que o estudo fosse publicado. 

 

A pesquisa comprovou que em 2015, 1327 milhões de hectares de terras áridas tinham mais de 10% de cobertura arbórea, e 1079 milhões de hectares de floresta. A diferença corresponde à área total de floresta úmida tropical da Amazônia. O novo mapa da cobertura florestal e arbórea elaborado pelos pesquisadores, com base em mais de 210.000 parcelas de amostra, apresenta a importante descoberta de que resultados anteriores do monitoramento desconsideravam áreas significativas da extensão de florestas em biomas de zonas secas.

 

Segundo a pesquisa, a distribuição das florestas secas está concentrada ao sul do deserto do Saara, ao redor do Mediterrâneo, no sul da África, na Índia central, na costa australiana, no oeste da América do Sul, no nordeste do Brasil, no norte da Colômbia e na Venezuela e no cinturão norte das florestas boreais no Canadá e na Federação Russa.

 

As séries temporais de índices de vegetação para o período 2000-2015 foram calculadas a partir de imagens de satélite de alta resolução temporal (MODIS e Landsat) e foram utilizadas no estudo para auxiliar a interpretação visual de imagens de satélite VHR.

 

O resultado da investigação contribui para o desenvolvimento de ações inovadoras de conservação e recuperação de áreas degradadas em biomas de regiões secas, visando mitigar os efeitos das possíveis mudanças climáticas, combater a desertificação e apoiar a conservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos que sustentam os meios de subsistência locais.

 

Para acessar a publicação, clique aqui. 

Texto: Catarina Buriti (Ascom do Insa)

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