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Projeto prevê que a água captada do Riacho de Bodocongó e tratada será utilizada integralmente em projetos de pesquisa do Insa. Neste primeiro momento não haverá devolução de água tratada para o curso de água. Mas há previsão de instalação de uma Subestação de Tratamento, intermediada pela Ana, UFCG, Prefeitura Municipal e outros parceiros.

 

Estação de Tratamento do Insa/Riacho de Bodocongó Estação de Tratamento do Insa/Riacho de Bodocongó

 

Pesquisadores do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), realizaram na última segunda-feira, dia 06 de abril uma vistoria técnica ao Projeto “Tratamento de Esgoto para usos múltiplos no Semiárido brasileiro”.

 

Recentemente, foram instaladas as mantas sintéticas de impermeabilização das lagoas de polimento e do reservatório de água de reúso, além do incremento do retaludeamento da obra, que consiste em um processo de terraplanagem através do qual se obtém o controle de drenagem e proteção superficial, de modo a reduzir a infiltração de água no terreno e também para disciplinar o escoamento de água, inibindo o processo erosivo.

 

O Núcleo de Recursos Hídricos do Insa, estima que a obra será inaugurada em julho de 2020. “Quando este sistema de tratamento de esgotos estiver pronto ajudará na revitalização do Riacho de Bodocongó, porque captará cerca de 2,0 metros cúbicos por hora daquele curso de água, transformando o esgoto em água de reúso para aplicação em quatro campos experimentais de produção agrícola instalados na Estação Experimental do Insa - Ignácio Hernan Salcedo", ressalta o pesquisador Mateus Mayer.

 

A água de reúso advinda do processo de tratamento ecológico será utilizada nos Núcleos de Produção Vegetal, Produção Animal e Agroecologia e Combate à Desertificação, além dos experimentos de Recursos Hídricos do próprio Insa para o desenvolvimento das pesquisas científicas necessárias para a região Semiárida.

 

Apesar desta ser uma ação institucional e pontual, já em 2019, o Insa participou de reuniões, por intermédio da Agência Nacional de Águas (ANA), em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG), a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) para elaboração de um projeto de maior âmbito de instalação de uma Substação de Tratamento, onde se estipula o funcionamento no bairro da Caatingueira, em Campina Grande (PB), com estimativas de reutilização de até 700 m³ por dia.

 

As águas serão utilizadas na indústria e na agricultura do município de Campina Grande (PB) e das localidades circunvizinhas.

 

Riacho de Bodocongó 

 

O Curso de água, conhecido popularmente como Riacho de Bodocongó, nasce no município de Montadas (PB), lá possui nascentes no sítio Lagoa de Dentro dos Galdinos, localizado a uma altitude aproximada de 691 m e apresentando uma extensão de cerca de 75, 5 km.

 

Vale a pena salientar que nos períodos de estiagem, os esgotos de Campina Grande (PB) chegam a representar a quase totalidade da vazão. Apesar da péssima qualidade das águas, o rio é um importante  e às vezes único recurso hídrico para a população que habita nas proximidades, além de ser usado para irrigação de verduras, plantação de capins, lavagem de roupas, fabricação de tijolos e até mesmo de recreação.

 

Exemplo de canalização utilizada/Riacho de Bodocongó Exemplo de canalização utilizada/Riacho de Bodocongó

 

Lagoa de Tratamento de Água Residuária Lagoa de Tratamento de Água Residuária

 

 

Texto: Rodeildo Clemente
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Ilustração/Banco de imagens do Insa 

 

Atualizado às 08 de abril, às 18:52

 

Saiba mais:  Projeto quer reutilizar águas do Riacho de Bodocongó

 



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