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O Semiárido brasileiro se caracteriza por apresentar irregularidade na distribuição das chuvas no tempo e no espaço, com altas temperaturas e precipitação pluviométrica anual média inferior a 800 mm, com períodos longos de estiagens. Por consequência, ocorre a pausa na produção quantitativa e qualitativa de alimentos para a subsistência da pecuária na região, sendo necessário, nesse contexto, alternativas que possam garantir a continuidade do ciclo e manutenção da vida do rebanho.  

 

Historicamente há muitos registros de perda de animais por escassez de alimentos que supram suas necessidades no período de seca. Há pouco mais de um século, a palma forrageira continua sendo cultivada, servindo como forragem a ovinos, caprinos e bovinos proporcionando a redução de custos com insumos externos. Além do cultivo da palma, há outras estratégias que possibilitam maior quantidade e melhor qualidade alimentar, como: fenação de plantas da caatinga e variadas formas de ensilagem de plantas para estocagem de forragem.

 

Com o objetivo de propor uma reflexão acerca da necessidade da garantia da produção, diversidade e estocagem de forragens para os produtores rurais da região, os pesquisadores (as) Jaqueline Oliveira, Jucilene Araújo, Geovergue Medeiros e Elder Cunha, do Núcleo de Produção Vegetal do Instituto Nacional do Semiárido (Insa) / Unidade do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações, e Comunicações (MCTIC) produziram a cartilha “Segurança forrageira: organizando estratégias para manter a criação”. O material contém uma linguagem dinâmica, ilustrações e explicações sobre a importância do planejamento da produção e gestão das forragens, propostas de cultivos em consórcios e apresentação da orientação dos gabinetes da palma como espaço de debate sobre a segurança forrageira, além de exemplos e questionamentos que podem guiar o leitor a situações práticas do dia a dia.

 

 “A cartilha é uma ferramenta pedagógica que servirá para dialogar com as comunidades sobre o que temos de alimentação animal na nossa região, e mostrá-las a importância da criação, sua sustentação em condições saudáveis, e a melhor forma de aproveitar o que está sendo produzido e estocado, consequentemente garantindo a reprodução do rebanho.”, afirmou Jaqueline Oliveira, uma das pesquisadoras responsáveis pelo projeto.

 

Ainda segundo Jaqueline, as políticas públicas para segurança forrageira, são mínimas e emergenciais, então um dos objetivos também é que a cartilha seja um mecanismo que atue na reflexão dos agricultores e pecuaristas, para que estes possam debater sobre a necessidade de ações de apoio que garantam a segurança forrageira a nível regional, municipal e federal.

 

Confira AQUI a CARTILHA

 
Texto: Elaine Campelo
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Edição: Rodeildo Clemente


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