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Floresta Caatinga em processo de recuperaçãoFloresta Caatinga em processo de recuperação

 

Projeto Piloto será implantado a partir de janeiro de 2020 na Estação Experimental do Insa, Ignácio Hernan Salcedo, em Campina Grande (PB). Para evitar erosão genética o plano é fazer  o intercâmbio de sementes e mudas de áreas preservadas para áreas em recuperação, e sempre que possível, ligá-las fisicamente por novas áreas protegidas. 

 

A recomposição de florestas nativas, também conhecidas como primárias é um dos maiores desafios dos pesquisadores para o século XXI.  Por isso, a Equipe do Núcleo de Agroecologia e Desertificação do Insa planejou para o início do próximo ano  uma colaboração em rede com outras instituições para contribuir com a resolução desse grande desafio contemporâneo. Aldrin M. Perez-Marin, pesquisador titular e coordenador do grupo implantará na Estação Experimental Ignácio Salcedo um projeto piloto intitulado Recomposição da Caatinga: sementes, mudas e tecnologias sustentáveis.

 

Thiago Ferreira, um dos pesquisadores integrantes do projeto explica que “nas áreas geográficas compreendidas pelas diversas formações vegetais classificadas como pertencentes ao Bioma Caatinga é inerente um grave problema denominado de erosão genética. Este problema nada mais é do que a perda da variabilidade genética causada pelo isolamento de áreas remanescentes de Caatinga.”

 

Assim, uma maneira coerente para  trabalhar essa problemática seria a ligação de áreas em reflorestamento no bioma com o fluxo de sementes e mudas entre áreas geográficas inseridas com a presença natural da floresta.

 

Articulação

 

Ontem, dia 27, a equipe de pesquisadores realizou uma reunião para traçar um plano, estabelecer o cronograma  e viabiizar  as várias parcerias para que sejam promovidas ações de trabalho que contribuam com fluxo de materiais genéticos de espécies da Caatinga, principalmente por meio da distribuição de sementes e mudas cultivadas no Viveiro de Mudas Nativas do Insa.

 

Pesquisadores reunidos no Insa Pesquisadores reunidos no Insa

 

A proposta é  capacitar  o maior espectro possível de corpo ténico para  realizar a coleta e proporcionar a produção de mudas nativas.  Preferencialmente, integrantes de famílias  de agricultores da própria região Semiárida e, também acadêmicos, para juntos ao Instituto realizarem a coleta, armazenamento e estabelecerem uma logística de trabalho com sementes da Caatinga, além  de promoverem a  experimentação com sementes e mudas da floresta semiárida com a finalidade de melhor conduzir o manejo destas espécies e popularizar o conhecimento a diversos grupos da sociedade.

 

Participaram da reunião os pesquisadores Aldrin Perez, Manoel Rivelino, Francisca Gomes e Thiago Ferreira, todos integrantes do Núcleo de Agroecologia e Desertificação  do Insa, Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), além de  Maria do Carmo L. Cunha, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG),  João Macedo integrante e coordenador regional do Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Cariri, Seridó e Curimataú (Procase), na Paraíba  e o consultor Henrique F. de Abreu e Silva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

 

Todos os gestores públicos do Semiárido brasileiro, pesquisadores e integrantes de associações civis interessadas em desenvolver projetos com o Insa devem contatar o Núcleo de Agroecologia e Desertificação do Insa.

 

Contato Telefônico: (83) 3315 6412

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Texto: Rodeildo Clemente
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Fotos: Pesquisadores 


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