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Os relatórios do Painel Brasileiro sobre Mudanças Climáticas (PBMC, 2014) projetam para as próximas três décadas (2020-2040) um aumento de 0,5° a 1°C na temperatura do ar e entre 10% e 20% de redução nas taxas caudais na região da Caatinga. Além disso, estima-se que entre 2041 e 2070 este processo se intensifique, com aumentos gradativos de 1,5° a 2,5°C, além de uma queda nas taxas de precipitação entre 25% e 35%.

 

Tais projeções sugerem que até o final do século o bioma da Caatinga deve enfrentar secas mais longas e alta escassez de água, tornando-se um ambiente inóspito e expondo sua biodiversidade a riscos potencialmente catastróficos. Diante deste cenário, emergem as seguintes questões: o bioma Caatinga é capaz e suportar um ambiente tão quente e árido? Qual o limite de tolerância das espécies nativas neste cenário?

 

De acordo com a literatura científica, a resposta para estas perguntas ainda não está clara.

 

De fato, os ecossistemas terrestres desempenham um papel importante no ciclo global de dióxido de carbono (CO2), razão pela qual são considerados componentes-chave na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Mas para melhor compreender esta retroalimentação, torna-se necessário verificar os mecanismos de troca de vapor de água e os processos físicos associados ao balanço de energia entre o Bioma Caatinga e outros ecossistemas globais.

 

Considerando a importância dos estudos sobre o balanço energético entre os ecossistemas terrestres e a atmosfera, bem como a escassez deste tipo de estudo no bioma Caatinga, convidamos a todos os interessados a conferirem os resultados recém publicados pelos pesquisadores do Projeto Carbono e Água na Caatinga (ONDACBC), disponibilizados na revista “Agricultural and Forest Meteorology".

 


  Para conferir, clique AQUI.

 

 

 

Texto: Aldrin M. Perez-Marin e Daniel Magalhaes
Núcleo de Desertificação e Agroecologia.

Edição: Dandara Araújo (Ascom do Insa)



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