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A pesquisa desenvolvida por instituições do Brasil, Holanda e Bélgica desenvolve tecnologias de tratamento de esgoto com foco na produção de água para uso residencial urbano e nas indústrias

 

 

 

 

O Parque Industrial Brasileiro pertence à 9º economia mundial e corresponde por 22,7% do Produto Interno Bruto (PIB), possui 512.436 mil estabelecimentos industriais que empregam 10 milhões de trabalhadores e corresponde por 40 % das exportações realizadas pelo país.

 

Na média nacional, o consumo industrial de água tem uma demanda hídrica de 104,92 m³/s, gerando uma quantidade enorme de esgoto, geralmente descartado sem o devido tratamento e contaminando os recursos hídricos no Meio Ambiente. Além do mais, as indústrias também pagam uma tarifa bem mais cara pela água utilizada do que outros consumidores.

 

O crescimento econômico do Semiárido brasileiro é prejudicado pela indisponibilidade de água para o uso industrial e agrícola, e uma das formas de aumentar a disponibilidade de recursos hídricos seria tratar as águas residuais da indústria das regiões urbanas e usar o efluente tratado para irrigação, além do uso na própria indústria.  O tratamento de esgoto também abre possibilidade para usos menos nobres da água no meio urbano - como a lavagem de ruas, carros e no uso de descargas.

 

O reuso de água industrial em larga escala possui o potencial de reduzir drasticamente a demanda de água nas zonas urbanas e resultaria em uma melhor adaptação da população aos períodos de seca, diminuindo a possibilidade de racionamentos para a população.

 

E se os empresários reciclassem a água utilizada?

 

O pesquisador Adriano Van Haandel, garante que do ponto de vista ambiental e econômico, o mais sensato e barato seria sempre tratar o esgoto gerado pela população para produzir água tratada para reúso de baixo custo na indústria.

 

Um Projeto de Pesquisa inovador no Semiárido brasileiro, conjuga esforços das Universidades Federais de Campina Grande (UFCG) e do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Tecnológica de Delft (Holanda),  Universidade de Gent (Bélgica) e do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) para adaptar e desenvolver as tecnologias de tratamento de esgoto já existentes para realidade local com intuito de produzir água de reúso para uso industrial, agrícola e para o consumo residencial urbano.

 

Os objetivos específicos do projeto de pesquisa são:

 

1. Planejar, implantar, monitorar e certificar um sistema de tratamento de esgoto em escala piloto para produzir água de reúso com fins industriais e uso irrestrito para o setor urbano;

 

2. Promover ações de difusão e transferência de tecnologia entre as instituições integrantes do projeto;

 

3. Ampliar e consolidar o conhecimento das tecnologias de tratamento de esgoto para usos múltiplos; e por fim

 

5. Promover a formação de recursos humanos especializados e multiplicadores das experiências realizadas.

 

A Tecnologia

 

Na EXTRABES (Estação Experimental de Tratamento Biológico de Esgotos Sanitários), laboratório de Recursos Hídricos em Campina Grande (PB), utilizado pela UFCG e UEPB, a equipe responsável estuda a produção de água para reúso por meio de um reator UASB (Reator Anaeróbio de Fluxo Ascendente) combinado com dois  sistemas distintos de pós-tratamento 1º uma série de lagoas de polimento para reuso agrícola ou  2º um sistema de lodo ativado para remoção de sólidos e matéria orgânica e desinfecção para eliminação de patógenos.

 

Já na produção de água de reúso para fins industrial e urbano são usados sistemas de tratamento aeróbio (lodo ativado granulado) e anaeróbio (UASB) combinados com os seguintes pós-tratamentos 1º Anammox para remoção de nitrogênio  para uso como água de processos gerais e 2º Clarificação, com aplicação de  abrandamento de membranas para produção de água de qualidade superior.

 

Equipe

 

Integram o Projeto “Tecnologias de Tratamento de esgoto para Usos Múltiplos no Semiárido brasileiro” os pesquisadores Adrianus van Haandel (UFCG), José Tavares de Sousa (UEPB), Jules van Lier (TU-Delft), Mariana Medeiros Batista (INSA), Merle de Kreuk (TU-Delft), Salomão de Sousa Medeiros (INSA), Sebastian Yuri Cavalcanti Catunda (UFRN), Siegfried Vlaemink (Universidade de Gent TU-Delft), Silvânia dos Santos (UFCG) e George Rodrigues Lambais (INSA).

 

Empresários, Pesquisadores e Gestores Públicos interessados em conhecer mais sobre o tema da pesquisa e  se tornarem multiplicadores das tecnologias   podem procurar o Insa para agendar uma visita técnica.

 

 

Texto: Rodeildo Clemente

Produção Audiovisual: Felipe Lavorato

Arte: Chateaubriand  Almeida



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